2010
02.03

De barro e de propósito.

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Às vezes nascem flores dentro de mim. Muitas delas, planta, flor, de todas as cores, de todos os jeitos, de todos as formas. As pessoas olham e dizem “Deus é realmente muito sabido, muito criativo, muito cheio de idéias e sensibilidades”. Eu fico bonito, as pessoas admiram.
Às vezes outras coisas acumulam-se dentro de mim. Uns restos de moeda, umas bugigangas, umas bagunças, umas tampas de canetas perdidas, chaves que uso muito pouco, recados antigos.
Tem vezes que eu fico no centro da mesa. Visível ou não, como adorno pra qualquer hora, enfeite para a sala onde as pessoas se reúnem, enfeite para o jantar, enfeite para a festa. Fico exposto e pouco admirado, pouco lembrado.
Já quiseram me leiloar, colocando dentro de mim a falsa idéia de que poderiam me comprar a qualquer preço. Já me fizeram pensar que com o tempo eu valeria mais, e que ser sempre o mesmo, sempre igual, me faria mais feliz e me deixaria mais seguro. Já tentaram me limpar e a poeira voltou. Ela sempre volta, ela sempre repousa sobre mim. E claro, já me embrulharam milhões de vezes e colocaram um adesivo escrito “frágil”.

Em todas essas experiências, eu nunca fui eu.

Eu só fui Vaso quando me quebrei. Caco por caco, despencando de mesas, despencando de prateleiras altas. Sem medo, sem polidez, sem o pó religioso que quer me manter intacto. Vasos foram feitos para se quebrar. Vasos foram feitos de barro e barro foi feito pra alguém moldar.

Deus compara pessoas com vasos. Deus sabe que somos vazios. Deus tem conteúdo pra tudo. Não esqueça isso.
E que os cacos se quebrem e se espalhem por não conseguirem conter tanta grandeza, tanta novidade, tanta palavra boa. Deus é incontido, é grande demais para pequenos potinhos, caixinhas antigas, gavetas emperradas, cofres travados. E todos nós somos Vasos a beira de uma queda maravilhosa. Quem pode medir o amor de um coração que se quebra? Quem pode medir a capacidade de se espalhar quando os cacos estão no ar?

Pra você que anda lascado, remendado, colou com superbonder e ficou feio: suas feridas sararão com um remédio que você não conhece. O antídoto do medo é a liberdade. O contrário da dor não é só a cura, mas é abrir-se para ela. Ouça o barulho do barro no chão, ouça alguma coisa ferindo o silêncio, porque o seu silêncio só manteve vazios, e essa não é exatamente a melhor forma de levar a vida, quando sabemos que ainda há espaço para mais.

Quebre-se. Se o vaso não funciona, quebre e deixe o artista fazer outro. De uma vez por todas, ou por milhões de vezes. Não tenha medo de se quebrar para ser melhor.

Seu conteúdo transbordará de um jeito que você ainda não sabe como, mas não precisa saber, porque você é Vaso. Você recebe e fornece. Você precisa sentir a água enchendo, e depois a água ultrapassando as bordas e os limites. E às vezes você precisa quebrar-se inteiro, para ser refeito e perder a água velha, os restos. Você foi feito para viver cheio, ainda que para isso, você tenha que esvaziar-se, quebrar-se.
Quem já foi refeito sabe. E só quem modelou tudo, é capaz de dizer a verdadeira utilidade para isso tudo.
E isso tudo, é você.

@lucianaelaiuy

2010
01.22

Sentado, mas de pé.

sentado, mas de pé.

Hoje, se você for. Você vai chegar, vai sentar, vai ouvir, e vai sair.
Mas quem disse que quando for embora não estará ainda mais de pé, não vá falar e não voltará?

Então se você está sentado agora. Seja emocionalmente, espiritualmente, estanhamente ou cansadamente, venha como estiver, e acredite que dá pra sair de pé. Ainda que vc esteja sentado, ouvindo @madalenago na boa. :)

Esperamos você.
Esperamos sentado. Mas de pé.

abs.

@lucianaelaiuy

2010
01.15

a carta, o cão, o selo.

selo

Pra não ser mais um post, resolvi postar uma coisa confidencial, correspondência alheia, mas que pode servir pra alguém com dor, raiva, dúvida, solidão, e curiosidade, por que não!?
*mas leia ouvindo isso.

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Oi,
eu ia te responder um email enorme, mas depois eu li tudo e apaguei. apaguei porque eram questionamentos meus e coisas que Deus tb tá tratando. só posso te dizer (e posso mesmo, porque vc é minha amiga/irmã), que muitas vezes odeio ter que estar pronta, como se isso fosse um requisito. odeio ter que estar resolvida e aberta para as coisas, justamente porque não quero parecer uma hipocrita, não quero mentir pra Deus, não quero mentir pra mim.. e eu tb choro, sabe? mas pior ainda, é quando eu não consigo chorar.
mas sabe o que DEUS me disse quando eu ouvi essa música? ele disse:

“quem falou que vc precisa estar em movimento o tempo todo?”

e aí o nó na minha garganta apertou, porque as últimas lembranças que eu tinha do altar era eu pedindo alguma coisa. as vezes até agradecendo… mas fazia tempo que eu não ficava lá só porque lá é bom. o altar é um lugar gostoso de ficar, e eu tava transformando ele numa sala de espera entediante, porque eu tava me relacionando com ele através de coisas que eu queria ver, coisas que eu queria mudar, revoltas (ainda que verdadeiras!), impaciências, desânimos.

e sabe o que Deus disse?

“cala a boca e fica aqui um pouco. vc consegue?”

e sabe o que eu respondi?

“spirit, fall fresh on me…”

sabe, a alma é um cachorro com fome, mas quem decide a comida e a hora de parar de latir ainda somos nós. é um exemplo freak, mas às vezes vejo a alma assim. pode dar medo, pode irritar, pode ser sua inimiga, mas a gente ainda pode levar ela pra passear no altar.

bjs!

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@lucianaelaiuy

2010
01.08

Pra começo de conversa.

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2010
01.04

what a hell!

umpontoum®

É engraçado ver como antigamente a religião/religiosidade/religiosos faziam besteiras e acreditavam em coisas que mais pareciam com superstições e manias vazias do que qualquer outra coisa. É realmente engraçado pensar em certos costumes e raciocínios usados burramente, e achar que isso seria a solução e o caminho mais sincero para conhecer Deus melhor.
Mas eu andei pensando bastante sobre isso nos últimos tempos. Em como a religiosidade não é mais a saia no pé, o hinário na mão, o jeito de falar e de orar, a coisa cafona, a roupa feia e aquela sensação estranha que todo mundo já teve ao concluir internamente: “puts, eu sou crente e agora vou ter que andar com esses caras!”.

Na verdade, a Religiosidade deixou de ser isso, e se você quer saber, todos esses exemplos foram apenas tentativas “lights” da religiosidade fazer alguma coisa na vida das pessoas. A religiosidade, como deve ser conhecida nua e crua, diante de anjos e demônio e sei lá mais o que, é uma coisa muito mais profunda do que hábitos, casca, estática. A religiosidade tá aí única e exclusivamente para fazer você se esquecer de quem você é, de quem você pode ser em Deus, de quem Deus pode ser em você, e o que isso pode significar para os outros.

Em outras palavras: A religiosidade não quer que vc seja você mesmo, mas você só consegue entender isso quando cai a ficha de que “ser você mesmo” é muito mais do que fazer o que você tem vontade.

Sabe, se você pensar em pequenos atos, detalhes corriqueiros, é como se Deus estivesse numa boa. Pronto pra te ajudar e querendo te falar coisas novas. Mas aí, só o fato de você não se abrir para isso, faz você perder a chance de viver plenamente. Sabe o que isso significa? Que você não está sendo quem você deveria ser, não está usando sua real capacidade como ser humano, e se você não está sendo você, sinto dizer, mas se você não está sendo você, na plenitude, então você está sendo um religioso! Talvez não nas roupas, mas na disposição. Talvez não nas palavras, mas na intenção, nas suas histórias, nas suas atitudes.

Uau! Mas como assim?
Pois é. Já foi o tempo em que ser religioso era proibir ou não ter tatuagens. Agora a religiosidade é moderninha, sabia? Usa até piercing, tem banda de rock, se depilou e é super antenada a tudo! Ela sabe falar em línguas, ela sabe todas as músicas, ela até fala de Deus num tom bacaninha, mas sabe de uma coisa? Ela nunca se derramou em Deus. Ela nunca se jogou sem medo. Ela nunca chorou. Ela nunca disse “Deus, melhor você me mudar nisso e naquilo porque desse jeito eu não te agrado”. A religiosidade é a nova distração dos menos atentos. Dos que preferem comodismo ao inconformismo. Dos que preferem manias às mudanças. Dos que preferam a dor ao Deus que entende de dores.

As vezes nos acostumamos com aquele velho conceito de religiosidade porque pode parecer mais simples enxergar assim, né? Seria fácil demais achar que ela não está dentro de nós. Achar que essa atrevida é apenas uma má interpretação das coisas. Mas os dias são maus, e os seus inimigos querem que você se afaste de Deus a qualquer custo. Para isso eles otimizaram os serviços, modernizaram tudo. Eles vão falar a sua língua para afastar você da única coisa que eles não conhecem:

o amor.

A religiosidade não conhece o amor porque é só assim que você se aproxima de Deus. Por amor você deixa ele te moldar, por amor você não precisa ser a pessoa mais incrível do século, por amor você se doa, se derrama, se entrega, fala, muda, paga o preço para ser melhor, renova suas forças, acredita e entende que ser você, é acima de tudo, ser o que Deus quer que você seja.

Os religiosos gostam de escrever seus próprios roteiros. Suas reações não são novidade, ainda que a cultura, os modos e as modas mudem. Mas que hoje, você beba o antídoto, que é o amor. Que hoje você perca sua educação besta e a sua religiosidade, e invada a presença de Deus com coisas improváveis, que estejam fora desse script sem graça. Pode ser um choro, pode ser uma reclamação, pode ser um silêncio, pode ser qualquer coisa que sinalize seu interesse em Deus. O real interesse, não esse interesse superficial de uma pessoa que ora em troca de favores divinos.

Derrame-se em Deus. Na alegria, no perdão, no recomeço, na esperança de dias melhores, nas curas, nas palavras, no “Face to face”, no privilégio de conhecer esse caminho, nas dores, nos medos. Você foi criado para isso, e esse é o único jeito de tornar-se irreconhecível aos olhos da religiosidade.

Luciana Elaiuy

2009
12.13

realism

Essa é a história de alguém que venceu montanhas e ultrapassou os maiores obstáculos que a natureza poderia colocar na frente de seus passos. A história de alguém que lutou e não teve medo, não teve azar, não teve fracassos, não teve erros.
No topo de tudo ele viu que tinha subido o bastante pra se sentir contente. No cume do monte ele se sentiu seguro o bastante pra poder descansar, mas não sei, depois que se sentiu maior do que os quilômetros e altitudes, depois de provar-se bom e ainda sentindo os músculo de seu corpo pedindo por um conforto pós-guerra , ele olhou pálido e não conseguiu chorar. Suspirou cansado mas não conseguiu expirar uma satisfação maior do que os pulmões.
Essa é a história de alguém que lutou por não se sabe o que. Alguém que tinha um grito de guerra mas não tinha um motivo, alguém que esticou os músculos e soltou seus gritos sem antes ter um nó na garganta. Gritou por gritar, não para desatar os nós. Lutou por lutar e não por ver nisso a questão que poderia mudar a sua vida.

Essa é a sua história?
Chorar por uma coisa mas no fundo saber que ela não mata a sua sede?
Brigar por uma coisa mas no fundo saber que ela não te fortalece?
Desejar muito uma coisa mas no fundo saber que ela não é assim tão necessária?
Falar muito de uma coisa mas no fundo saber que ela não prestaria muita atenção na sua voz?

Isso as vezes acontece. Nós até lutamos, mas falta motivo real. Nós choramos mas falta desabar e desabafar de vez. Nós sonhamos mas falta acordar e dar o primeiro passo. Nós amamos mas falta se entregar. Nós não temos medo da guerra, nós até sofremos algumas feridas, mas mesmo assim, no final, falta sangue.

É uma situação bem aflitiva viver nesse planeta cheio de coisas lindas e horríveis e ainda assim ter a sensação de não estar sentindo tudo, né? Afinal, você nasceu com os 5 sentidos, você ouve coisas, vê, toca, come, cheira, canta coisas bonitas que podem até deixar você arrepiado, emocionado, motivado, mas mesmo assim falta voz. Por que será que nunca é o bastante? Por que será que ficamos tão anestesiados de uns tempos para cá?

O dinheiro responderia à essa questão dizendo que agora você tem modos. Os seus amigos diriam à você que você está apenas passando por uma fase difícil. Os filmes alimentariam a sua insatisfação, os livros pareceriam longos demais para tentar te explicar. A religião deixaria isso tudo ainda mais complicado. A segunda-feira diria para você desistir. O seu amor diria que você anda estranho, você poderia pensar que é um tipo de solidão, e ao contrário do que todos pensam, eu acho que Deus diria apenas uma frase: “falta sangue”.

Eu sei porque ele diria isso.

Ele diria porque ele é exatamente o oposto do cara do primeiro parágrafo. Ele jamais subiria uma montanha por subir, ele jamais viveria por viver, ele jamais falaria para quebrar o silêncio, ele jamais gritaria se não houvesse um nó em sua garganta, ele jamais morreria sem um motivo. Vê, Deus soube aproveitar a vida melhor do que qualquer pessoa na face da terra. Mais do que os heróis, mais do que o grande vencedor do primeiro parágrafo.

Deus não assiste, Ele sente.

E é por isso que eu digo, que ele diria “falta sangue”. Porque foi justamente por isso que ele subiu montanhas, fez seu corpo se cansar. Foi por isso que ele desatou os nós na garganta e gritou quando teve vontade. Foi até o sangue, porque ele saberia que cedo ou tarde alguém teria o desejo de sentir-se vivo e não encontraria essa essência nas próprias veias.
Deus deu o sangue porque dar explicações cansa. Deus deu o sangue porque dar apenas emoções, frustra. Deus deu o sangue porque é no sangue que mora além da sensação, o sentimento. Deus deu o sangue porque sem ele o coração que você tem bombaria apenas ar, e as suas veias ficariam entupidas de vazio. Então você respiraria incertezas, falaria coisas vagas e viver seria uma desconfiança diária do que é real ou não. Deus deu o sangue porque as pessoas precisam sentir o que ele sente: a vida apesar de tudo. a realidade apesar da dúvida. o sentimento apesar das sujeiras. a presença apesar dos corações de pedra.

Que hoje você possa subir montanhas, e que amanhã você ainda sinta que as suas veias merecem muito mais do que o êxito. Que você sinta Deus e não se sinta Deus. Que você sinta o topo, mas que ainda seja capaz de desabar na dependência de quem um dia desabou de amores por você.

Luciana Elaiuy

2009
12.07

noites de sex.

MUDOU DE DIA, MUDOU DE HORA, MUDOU PORQUE SIM, UAI!
AGORA É TODA SEXTA, ÀS 22H NA AVENIDA DOS IMARÉS, 64.

imarés, 64 • nas noites de sexta.

2009
11.25

As coisas do alto

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Não, eu não sou a única pessoa que passou por esse blog e que pelo menos uma dúzia de vezes na vida achou bem complicado conciliar as coisas superiores com as coisas terrenas. Quando eu falo coisas superiores, eu falo desse lance de você pensar um pouco mais em Deus, tentar ficar mais “zen”, se importar com coisas mais nobres, entender que nem tudo precisa ser uma sangria desatada. É realmente difícil você viver num mundo onde o seu próximo não se alegra com as suas vitórias, e ainda assim, levar uma vida ligada “nas coisas do alto”. Aliás, o fato de Deus estar no céu muitas vezes faz com que a gente sinta ele distante. É ou não é? Eu tenho certeza que eu não sou a única pessoa que sente isso.
Ok, Deus está dentro de nós, ele se move através de nós e coisas boas acontecem, mudanças, milagres, transformações mesmo. Mas eu confesso pra você que as vezes é bem complicado pensar em Deus e em sua infinita luz, quando o perrengue tá comendo solto aqui embaixo, na rotina cansada de nós, meros mortais.
Ainda assim, não me parece uma sacanagem a recomendação de colossensses que diz “pense nas coisas do alto”.
Eu fico pensando nisso, e não há como não ser paradoxal. É quase aflitivo lidar com situações humanas como dores, faltas, invejas, necessidades, vinganças e medos, e ainda ter o dever de pensar nas coisas do alto. As vezes dá vontade de falar para Deus “pô, não vê que eu já me ocupo demais pensando e tentando resolver a minha vida e os meus problemas enquanto você me pede pra pensar em coisas do alto que mais parecem uma espaço virtual de emoções do que um mundo espiritual?”

Por que será que a gente coloca tanta palavra e opinião nas coisas que não precisam disso?

Quando você lê “pense nas coisas do alto” a mensagem não é de maneira alguma uma recomendação para que você se torne um alienado com torcicolo, de tanto olhar para cima.

O que a bíblia quer dizer afinal?

Quer dizer que pensar nas coisas do alto te ajuda a resolver as coisas de baixo.
Quer dizer que pensar nas coisas do alto é útil para que você não gaste todos os seus sentimentos com coisas baixas, prováveis, iguais, terrenas.

Mas o melhor de tudo, é que essas tais coisas “do alto” não são um passatempo criado por Deus para que você consiga pelo menos uma vez por semana esvaziar a sua mente. Não! Pensar nas coisas do alto é só pra quem sabe que no alto acontecem coisas que aqui embaixo não acontecem.

Quem pensa no alto tem sempre pra onde ir, porque do alto é que vêm os caminhos que Deus cria. Pensar nas coisas do alto é ter afinidade com Deus. Uma afinidade tão grande, que você pode até continuar andando por aqui, com os pés no chão.

Ele desceu para aqueles que têm medo de altura. E subiu para aqueles que querem saber como caminhar aqui embaixo.

Luciana Elaiuy

2009
11.16

ESSA TERÇA COMEÇA!

Quem já ouviu falar e curtiu o GCD que rola lá na pista do Sumaré, tbm não pode deixar de clicar na figurinha aí embaixo, porque vai ser uma noite memorável pra quem gosta de skate e de tombos levantados.
A ultra é um pico animal até pra quem não anda de skate. Não tem como negar, é uma das pistas fechadas mais bacanas que tem (e mais bonitas também!).
E agora, a galera que colava lá na pista da sumaré também estará na Ultra, que fica em Moema.
Pra comandar tudo o Bruno Taioli, ou Bruno Pastor como é mais conhecifo pelos skatistas, estará por lá andando com a galera e papeando, claaaaro!

Então leva o skate!

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2009
11.16

Os sapatos de Deus.

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Que intimidade é essa que aquele tal de João tinha, pra dizer que ele mesmo iria preparar o caminho pra Deus, mas que ao mesmo tempo não era digno de amarrar os sapatos do Próprio?
Que intimidade é essa que aquele tal de João tinha, para saber que mesmo antes dos sinais dos prodígio e maravilhas, aquele cara que estava lá, era sim o messias, e por que não?

João não queria fazer tipo, não comia gafanhotos porque era a última tendência nos blogs naturebas, no discovery home and health. João não tinha jeito pra moda, mas ele se vestia diferente. Ok, João era diferente, mas não porque ele queria ser isso. Rolava que ele era um cara que pensava diferente. Pensava nas coisas que as pessoas não pensavam. Ele se ocupava em fazer com que as pessoas desejassem conhecer aquele que viria.

João Batista não tinha tempo para fofocas. Ele andava.
João Batista não tinha tempo para notícias. Ele produzia.

Todo mundo tem um pouco de João Batista. Ainda que não esteja aflorado. Todo mundo tem uma impaciência positiva, um empurrão, uma vontade de correr e gritar aos 4 ventos. Todo mundo foi feito pra preparar o caminho, porque todo mundo foi feito para conhecer aquele que vem. aquele que virá. aquele que está aqui.

Prepare o caminho, mas não ordene os passos. Não seja digno de amarrar os sapatos de Deus. Não calce os pés dele com o sapato que vc julga ser bonito ou melhor, pra depois não achar que ele anda estranho.

Luciana Elaiuy